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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Crato Celebra Hoje os 104 anos da Festa de Santa Cruz da baixa Rasa


Hoje é uma data importante no calendário cultural da cidade do Crato. Acontece a 104ª celebração da Missa da Santa Cruz da Baixa Rasa cuja a celebração foi tombada em 2015, por lei municipal, como Patrimônio Cultural e Imaterial do município.

A Secretaria e Cultura do Crato com apoio das Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, Administração, e Saúde, estarão na promoção das festividades da Baixa Rasa, junto com os Membros da Comunidade do Lameiro e Belmonte e Associação dos Vaqueiros. A prefeitura vai disponibilizar para a população a segurança e a comodidade com a participação da Cavalaria da Policia Militar, do Batalhão de Polícia Ambiental, Guarda Municipal, Demutran e Policia Rodoviária Federal, como informou ontem o Secretário Wilton Dedê em entrevista exclusiva para o Jornal Grande Cariri na Rádio Som Zoom Sat.

O secretário explicou, na entrevista, que o evento terá início às 7h com concentração de fiéis em frente à Capela de São José Operário no Lameiro, com uma missa e cavalgada. Haverá ainda apresentações culturais promovendo uma verdadeira festa pelo Reisado do Mestre Aldenir, a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto e a Lapinha da Mestra Zulene. “Além da programação oficial, teremos eventos como apresentações de grupos de tradição no local da missa enquanto os presentes aguardam a chegada dos vaqueiros, mas o ponto alto do evento é a missa" disse Dedê.

Ele explica que um evento a parte será realizado por particulares, no Bar do Cassiano, vizinho ao portão do Serrano, com entrada gratuita”. Às 14h, haverá a “Farra dos Vaqueiros” acompanhada de muito forró com o sanfoneiro Rafael Belo Xote.

Para a celebração da Baixa Rasa 2018, são esperadas mais de 2.000 pessoas, dentre estas 500 vaqueiros. Há mais de um século a festa reconta a história de coragem e fé do vaqueiro que passava pela região montado em seu cavalo, quando se perdeu na Chapada do Araripe. Pedindo ajuda aos céus, o homem parou para descansar e rezou para que alguém aparecesse. Os mais velhos contam que ele ficou perdido por dias e apenas em seu último sopro de vida foi notado por outros vaqueiros que ali passavam. Infelizmente, era tarde demais. O vaqueiro foi enterrado ali mesmo, junto de seu cavalo. Hoje, ao redor de seu túmulo, milhares de devotos fazem suas preces no intuito de homenagear sua fé e pedir milagres.

Fonte: Com ASCOM/Crato - Foto: Redes Sociais

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