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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Trilha cultural do PETADM-UFCA inclui cadeirantes e surdos

Surdos e cadeirantes poderão participar de uma trilha cultural promovida pelo Programa de Educação Tutorial do curso de Administração da Universidade Federal do Cariri (PETADM-UFCA). Trata-se do projeto "Andanças Culturais", que tem o objetivo de fazer trilhas em localidades com relevância história para o Cariri. Na próxima edição do Andanças, no dia 23 de outubro, cadeirantes poderão fazer uso de um cadeira especial, a Julietti, que os permitirá participar das atividades. O equipamento, recebido pelo Geopark Araripe do projeto "Montanha para Todos", será usado pela primeira vez. Já os surdos terão a tradução da fala dos monitores ambientais feita pela intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), Soraya Mendes.

Pela programação, todos os participantes terão a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre a flora, fauna e o histórico do Geossitio Batateiras - Sítio Fundão (Crato), cuja fundação remonta ao século XIX. O Geossítio é cortado pelo Rio Batateira e está localizado ao sopé da Chapada do Araripe, área onde estão presentes fontes naturais de água que fertilizam a Região do Cariri. Dois destaques do Geossítio são a Casa de Taipa e as Ruínas do Engenho. Construída por volta de 1950, por Jefferson da Franca Alencar (antigo proprietário do Sitio Fundão) a Casa de Taipa é uma edificação de barro batido e madeira com um primeiro andar, sendo a única casa do Brasil registrada neste modelo de construção. Já o Engenho do Sítio, de alvenaria e de madeira, foi erguido por volta de 1880 para funcionar com tração animal.

Julietti

"Julietti" é o nome dado para a cadeira adaptada desenvolvida por Guilherme Simões para permitir que a mulher cadeirante, Juliana Tozzi, consiga passar por trilhas de difícil acesso. O casal, afeito a trilhas, montanhas e viagens, foi supreendido com o diagnóstico de um câncer de mama em Juliana e, posteriormente, una Degeneração Cerebelar Paraneoplásica, que é uma síndrome neorológica rara. No caso de Juliana, a síndrome se desenvolveu em razão do reaparecimento do câncer. Juliana descobriu a degeneração cerebelar grávida e, mesmo com o problema de saúde, conseguiu dar à luz seu filho Benjamin. Para que Juliana continuasse desfrutando das trilhas que tanto gostava de fazer, Guilherme desenvolveu a Julietti e fundou o projeto "Montanha para Todos", que objetiva espalhar Juliettis por todo Brasil.

Ana Paula LimaJornalista - Diretoria de Comunicação da Universidade Federal do Cariri (DCOM/UFCA)

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