[Nova Olinda] Prefeitura faz festa em meio ao caos administrativo que vive a cidade nos seus 62 anos

RANILSON SILVA | 07:45 |

Ao melhor estilo “pão e circo para o povo” o prefeito do município de Nova Olinda, Ceará, Afonso Domingos Sampaio (PSD), promove uma festa dançante hoje à noite para marcar o aniversário de emancipação política da cidade que nesta data completa 62 anos.

Enquanto o povo enfrenta um caos administrativo nas diversas áreas de gestão a prefeitura faz vista grossa aos problemas e gasta dinheiro em uma única noite de diversão para tentar maquiar a dura realidade vivida diariamente pelos novo-olindenses nos postos de saúde, no hospital, nas escolas, estradas, enfim, problemas por toda a parte e a administração em festa.

São constantes as reclamações dos usuários do SUS em Nova Olinda, sobretudo, em relação a falta de condições de atendimento no hospital municipal devido a falta de insumos e medicamentos, uma situação que já se arrasta por meses e até agora os problemas só pioram. O que começou com denúncias de falta de insumos como ampolas e até algodão agora a população reclama também da falta de medicamentos. 

Na educação os problemas com a qualidade, a variedade e até a quantidade da merenda escolar ainda persiste e o transporte escolar com veículos sucateados por falta de manutenção e rotas descobertas é outra realidade das reclamações de pais e alunos. 

Nos setores de infra-estrutura e serviços públicos os moradores reclamam do difícil acesso à zona rural e a prefeitura é criticada por fazer alguns serviços paliativos que não resolvem os problemas. A iluminação pública tão cara em todos os sentidos para o cidadão é outro tema de reclamação dos usuários que pagam a conta mensal já com a taxa de iluminação pública inclusa, no entanto, em muitas comunidades como na Vila Triunfo o serviço é falho e muitas vezes nem existe. 

Diante de uma dessa natureza a prefeitura ao fazer investimento de dinheiro público numa festa dançante está, sem dúvida nenhuma, agindo na contramão do que deve ser prioridade para os seus munícipes. 

Permitir que as suas crianças sejam mal alimentadas e mal transportadas para as suas escolas; permitir que os seus cidadãos sejam mal atendidos no único hospital da cidade; deixar as estradas em situação de trechos intransitáveis e várias comunidades às escuras, enquanto o dinheiro público é usado para a divertir um pequeno grupo por uma noite é uma desordem, para dizer pouco.           

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