Quando um porco fala a verdade não te assuste! Quem é sujo é o chiqueiro e não ele

RANILSON SILVA | 00:04 |

Quinta-feira, 28 de maio de 2020



Antes de qualquer coisa do que vou dizer aqui, reconheço ser natural na relação entre  política e jornalismo  a desconfiança de ambos os campos e também um nível aceitável de hostilidades recíprocas. Esse limite aceitável deve ser o da convivência democrática.

Em uma democracia não se admite que o jornalismo e a política vivam às turras. É preciso haver  nessa relação um ponto de sustentação, que permita aos dois  lados 
estabelecer canais de diálogo, respeito e tolerância. 

Nestes mais de 20 anos de atuação no jornalismo novo-olindense convivi e convivo com todos os políticos da nova geração e com alguns remanescentes deste ainda jovem município. Com todos estes procuro manter ao mesmo tempo uma relação cerimonial e de trato pessoal sem perder de vista a linha tênue que separa o jornalismo enquanto profissão e a política como instituição. 

Ocorre que, como falei logo no início desta fala, é recíproco um nível hostil nessa relação dada a natureza nem sempre ser do caráter de interesse público de ambas as partes. Daí o embate lógico de idéias e finalidades. 

Neste período de atuação em Nova Olinda enfrentei muitas situações adversas e em todas apesar de atravessar o nível aceitável de hostilidades e de em muitas das vezes algumas das situações haverem progredido para a ignorância ou coisa que o valha, nunca na história do jornalismo em Nova Olinda eu sofri ataques de personalidades políticas de maneira tão vil, peçonhenta e com fins de intimidação  quanto ágora. 

Nos últimos meses tenho sido vítima de agressões, insultos, assédio e ameaças. A maioria são praticadas na internet, sejam em grupos fechados ou em perfil aberto nas redes sociais. 

A política difamatória e injuriosa contra o jornalismo vem sempre de políticos que usam o discurso vitimista e acusatório sem nenhum lastro de verdade e de absoluta falta de capacidade para se opor aos fatos que somente um jornalismo independente, imparcial e destemido é capaz de fazer. 

No passado já fui ameaçado de morte e intimidado de maneira pública e particular. Hoje os meus perseguidores, difamadores, agem na base da repetição reiterada de insultos, propagação de inverdades, assédio moral, injúrias,  sobre a minha atividade profissional. 

Tudo isso é em vão. Ao longo dessas duas décadas, aqui em Nova Olinda, a cada processo eleitoral, quando se levantam esses ataques para esconder suas fraquezas, falta de diálogo, egos de superioridade e de poder, os autores dessa campanha reiterada contra a minha pessoa e a minha profissão recebem do meu público seja o ouvinte, o leitor ou o telespectador, a resposta que merecem: o repúdio, a indignação. 

São estes ouvintes, leitores e telespectadores que tanto prezo e para quem trabalho e a quem devo resposta e obediência que me fazem há 24 anos usar o mesmo microfone, na mesma emissora para enfrentar os vitimistas de plantão. Para combate-los, sejam os de ontem, de amanhã ou os de sempre, só há uma maneira: enfrentar de cabeça erguida; falando e defendendo a verdade; e mantendo a cada dia a fé renovada em Deus o meu criador.

P.S:  Ah, e para o político que foi a rádio ontem e não tendo como me repreender nos argumentos nem como se explicar das suas mentiras, me chamou de porco. 

Eu esqueci de agradecer! 
Pooorco!Pooorco! Pooorco!

O autor é jornalista e palmeirense 

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