[Editorial] Quando o jornalismo é atacado a democracia é ferida de morte

Ranilson Silva | 07:27 |

Quarta-feira, 30 de setembro de 2020


Foto - Brasil de Fato em matéria sobre diretoria da FENAJ 



Sem ambição nenhuma iniciei a minha vida no jornalismo em 1998, assim por acaso, quando me disseram essa rádio [Nova Olinda FM] precisa de um noticiário diário, ai foi um pulo da grade de entretenimento no programa forrozão 104 para a Central de Radiojornalismo que eu mesmo criei com esse nome pomposo mas modestamente sem nenhuma previsão de futuro de alcance maior. Pois bem, estou eu há 22 anos fazendo jornalismo comunitário na pacata cidade de Nova Olinda aonde a valentia se apresenta a cada 4 anos devido a ganância que alguns poucos assumem pelo poder e por ele verbalizam ameaças e acusações levianas a fim de tentar manchar mais de duas décadas de jornalismo comum-unitário que quer dizer o jornalismo daqui mesmo. 

Quando eu apresento o jornalismo eu o faço sobre os fatos que envolvem os personagens da minha cidade sejam bons ou ruins, ai eu conto histórias a respeito do nosso artesanato, nossa pedra cariri, nossos pontos turísticos, falo sim de nossas belezas sem deixar de falar das nossas fraquezas e tragédias como um rio a beira morte, nossa água salgada, nossos políticos corruptos, nossos traficantes. 

O jornalismo é a face do fato. Os fatos provam o que eu digo e por isso não preciso que ninguém venha me dizer que eu estou certo ou errado e sim se o fato está certo ou errado como me disse uma leitora ainda ontem 

“tiro o meu chapéu para a reportagem lançada hoje por você”. 

Isso mesmo quem merece ser avaliado e julgado é o fato, a reportagem, não o jornalista, não quem reportou o fato. 

Aqui nas margens desse rio podre fedem mais a boca dos valentões de plantão que usam os seu títulos de poderes de momento para tentar amordaçar a boca da imprensa livre e independente, da qual eu faço parte com toda a redundância na expressão. 

"Não me intimido não por ser valente, sim por ser medroso mesmo, eu temo os covardes e medíocres, assim como, admiro as pessoas fortes e autênticas". 

Fala-se muito em “ruptura e renascimento” no jornalismo, eu não acredito nisso, o jornalismo é o mesmo o que pode mudar são os jornalistas, eu sou o mesmo há 22 anos. 

A política em Nova Olinda também. Ela é a mesma, o que muda são os políticos. O que você tem de avaliar é se os políticos continuam fazendo a mesma coisa que antes. Se os políticos hoje, especialmente, aqueles que se dizem novos, trazem um panorama inovador e esperançoso ou se estão se utilizando de velhas táticas do ataque, da guerra e matando em nome do amor, sim porque, o que eu tenho visto é gente cheia de ódio e rancor falando em amor e paz

"Não fale de amor, seja amor. Não fale de paz, faça a paz. Não faça discursos anticorrupção, dê o exemplo, seja honesto e não será preciso dizer mais nada". 

Por fim, respeite as pessoas que pensam diferente de você, mesmo que elas sejam jornalistas

Não fale de democracia se você não consegue conviver em um ambiente democrático aonde não somente os jornalistas e sim todos os cidadãos tem o direito de informar e de ser informado sobre todos os fatos, especialmente aqueles que envolvem figuras públicas e pretensos candidatos. 

O cidadão tem o dever de prestar contas, de ser sério, de ser honesto, de agir com transparecia, já quem ocupa cargos públicos ou concorre a eles tem a obrigação de ser, é um dever legal, uma condição, portanto, se acostume em ter de dar explicação não aos jornalistas mas ao povo e a justiça.

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